A casa onde nasci, não existe mais,
as casas onde cresci, também não
existe mais, as ruas modificaram,
os campos a onde corri, joguei bola,
joguei bolinha de gude, soltei pipa e
pião, a onde me arrastei muito no chão
e apredi a brigar pelo um pão, pelo o prato
de cada dia, a onde aprendi que todos nós
somos irmãos, e a quele rio ha onde nadei
e um dia quause me afoguei, meu Rio Guaíba,
tudo mudou, inclusível eu, não sou mais aquele menino,
mais outra vez, coisas do tempo, este tal tempo que nunca
vai parar, e o dia do amanhã, que o homem respeite Deus...
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Natalino Garroni...
























